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| 29 Junho 2006 |
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| Matisyahu parece interessante... |
 O cara se veste como um rabino, faz dub e, pasmem, foi a sensação do cenário alternativo em 2004. Matisyahu é Matthew Paul Miller, um estudante da Torá que, de uma hora para outra, descobriu no Dub uma boa ferramenta propagar suas idéias. Membro de uma comunidade judáica cujas origens remotam à Bielo-Rússia (o Chabad Lubavitch Hassidista, para ser mais específico), Matisyahu vive em Nova York e tem-se transformado em uma sensação instantânea.Sim, por mais incrível que possa parecer, o som do camarada é bacana. Em 2004, com o lançamento de Shake Off The Dust...Arise, primeiro trabalho do cara, as críticas foram categóricas ao afirmar que sua banda seria a coisa mais excitante na música daquele ano - dê um desconto, mas o disco é bem bacana. Agora, pelo que pude ouvir (e ver) o cara tem-se transformado em sensação também no mainstream. Com um clipe em alta rotação na MTV Americana, Youth, do homônimo novo disco (o quarto, contando os remixes), Matisyahu tem tudo para transformar-se em algo ainda maior. Letras politizadas, carregadas com mensagens sociais e referências à cultura judáica. Esta são as armas de Matisyahu: um figurinha que, na maior, lembra, musicalmente, um Manu Chao carregando a Torá no juízo. Fico imaginando aquele soldado judeu em um tanque na fronteira da Faixa de Gaza mandando ver em um veículo palestino enquanto escuta e cantarola Youth. Que meigo... |
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| Alexandre[17:45]
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| 14 Junho 2006 |
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| Festival DoSol 2006 |
Talvez até alguém discorde, mas vendo a programação do Festival DoSol deste ano dá até pra pensar que o Mada vem sofrendo de uma certa "obesidade mórbida". Exemplo? Tá, a programação deste ano teve momentos realmente inspirados - tirando, claro, a exagerada e blasé adoração ao cenário carioca -, mas, no geral, faltou, como poderia explicar, mais "borogodó". Isso resume. O que nos leva a refletir que pensar pequeno não é pecado. A prova disso é o crescimento qualitativo que o DoSol ganhou no último ano. Algumas atrações, convenhamos, não são lá essa coca-cola toda, mas, mais uma vez, no geral, o DoSol mais acertou que errou. É de público conhecimento a minha discordância com Anderson Foca no que se refere às predileções musicais e à "particular" sonoridade das bandas de seu selo - algumas sofríveis; outras nem tanto - mas, é preciso dar a mão a palmatória: o cara sabe das coisas. Tanto sabe que, com menos artilharia financeira que o seu equivalente, o Mada, o Festival DoSol apresentou uma programação que, de longe, agradará todos. Até os mais xiitas como eu. Vez em quando, para manter a linha, é preciso reduzir um pouco as calorias. Voltar a pensar com menos alarde, acredito, seria interessante para o Mada. Não que seja difícil agradar à multidão, mas não se pode esperar que, agradando gregos e troianos, os persas também fiquem satisfeitos. Ao Mada, isto me soa bem claro, para 2007, restará pensar melhor seu futuro. Enquanto 2007 não vem, abra bem os olhos e sinta o gostinho do que vem por aí para seus ouvidos, caro. Uma observação: não sei qual foi o acerto, mas, ao menos para mim, seria de bom tom que outras bandas locais pudessem entrar nesta roda do Banda Antes (a não ser, claro, que o lance tenha rolado numa espécie de "acerto" entre Foca e a MTV. Ainda assim, acredito, poderia ter rolado uma " brodage"). ESCALAÇÃO FESTIVAL DOSOL 2006PRÉVIA DO FESTIVAL DOSOL E GRAVAÇÃO DO BANDA ANTES MTV Domingo, dia 23 de julhoROCK ROCKET (SP) DANIEL BELEZA E CORAÇÕES EM FÚRIA
FEICHCLERS (PR) VANGUART (MT)ZEFIRINA BOMBA (PB) ECOS FALSOS (SP) ALLFACE (RN) FESTIVAL DOSOL Sexta, dia 04 de agosto21H - POETAS ELÉTRICOS (RN) 21H30 - SIMONA TALMA (RN) 22H - PARAFUSA (PE) 22H30 - MAD DOGS (RN) 23H - SEU ZÉ (RN) 23H30 - BOMSUCESSO SAMBA CLUBE
24H - DUSOLTO (RN) 24H30 - EXPERIÊNCIA ÁPYUS (RN) 01H - LUDOV (SP) 01H 40 - MUNDO LIVRE (PE) Sábado, dia 05 de agosto16H30 ? DRUNK DRIVER (RN) 17H - DISTRO (RN) 17H30 - DORIS (RN) 18H - DEADFUNNYDAYS (RN) 18H30 - 2FUZZ (CE) 19H - CARFAX (PE) 19H30 - AUTOMATA (BA) 20H - BUGS (RN)
20h30 ? BOIS DE GERIÃO (DF) 21H - WALVERDES (RS) 21H30- REVOLVER (RN) 22H - MEMÓRIA ROM (RN) 22H30 - MQN (GO) 23H - ZERO8QUATRO (RN) 23H30 - AUTORAMAS (RJ) 24H10 - FORGOTTEN BOYS (SP) Domingo, dia 06 de agosto
16H 30 - FLIPERAMA (RN) 17H - RAVANEZ (RN) 17H30 - POTS (RN) 18H - DEAD NOMADS (PB) 18H30 - KARPUS (RN) 19H - ASTRONAUTAS (PE) 19H30 - ALLFACE (RN) 20H - ADITIVE (SP) 20H30 - JANE FONDA (RN) 21H - DEVOTOS (PE) 21H40 - DEAD FISH (ES) |
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| Alexandre[18:32]
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| 10 Junho 2006 |
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| O Castigo é um dos lados da moeda... |
Dostoievski, Sofócles e Woody Allen combinados. Assim é Match Point, um dos filmes mais interessantes deste ano e que chegou às locadoras recentemente. Não é nenhum marco na cinematografia do diretor; não revolucionará a sétima arte - não tem pretensão de fazê-lo, é óbvio. No entanto, com Match Point, Allen resolveu desvencilhar-se um pouco de seu universo particular - as comédias e gags mais elaboradas - e partir para, digamos, um novo objetivo. O último filme verdadeiramente bacana de Allen, Celebridades, vejam bem, apesar de interessante, não chega a ser tão bacana assim. Desde então, mesmo em Trapaceiros, a mão do diretor de Hannah e Suas Irmãs e A Última Noite de Boris Grushenko não parecia a mesma; sempre faltara algo para que, em seus projetos, ele pudesse atingir em cheio o gosto de seu público. Em Match Point, por sua vez, tudo leva a maestria. A história, uma combinação de elementos do imaginário de Dostoievski - Chris Hilton é a melhor encarnação de Raskolnikov (sem compartilhar sua sorte, claro) já retratada nas telas - com elementos trágicos clássicos (não por acaso a citação a Sofócles, um dos pilares da tragédia grega, é providencial para compreensão da trama e seus arremates finais), é cativante até seus minutos finais. Portanto, Crime e Castigo é um importante condutor para a apreciação do longa de Allen. Como no livro de Dostoievski, há uma, acredito, intencional simetria nos dois momentos principais da trama. A ascensão e "queda" de Chris Hilton (Johnathan Rhys-Meyers) - um ex-tenista que cai, após ser contratado para ministrar aulas em um clube, nas graças de uma família tradicional londrina - e sua paixão por uma aspirante a atriz Nola Rice (Scarlett Johansson). Diferente do Raskolnikov original, quando submetido a pressão que termina por privá-lo daquilo que mais queria, Hilton não recua; não exibe arrependimento e, como a antitese de seu personagem inspirador, encontra justificativa para seus atos - os quais, claro, você somente saberá se assistir o filme. Não por acaso, a obra e o nome de Dostoievski passeia por todo Match Point - com sua indelével marca, diga-se. O tema de Crime e Castigo, por sua vez, não é novidade para o diretor Woody Allen: ele já havia feito uso do universo criado por Dostoievski em um outro longa, de 1989, Crimes e Pecados, o qual merece também atenção. |
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| Alexandre[19:02]
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| 04 Junho 2006 |
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| Voltando à carga... |
Pois é. Depois de um bom tempo sem escrever absolutamente nada - fazendo uso (para o "cumprimento de tabela") do YouTube - pretendo retomar este blog. A ausência, pra falar a verdade, foi pura e simplesmente preguiça. Não tinha muito sobre o quê escrever - senão as mesmas e habituais coisas que acontecem por aqui. Como disse, nada de mais. Como tenho me dedicado à DZ3 e à algumas mudanças em curso na minha vida, pretendo reorganizar as coisas por aqui e prosseguir com esta história. Como disse há alguns meses, pretendo pôr no ar o website que venho elaborando dentro de alguns dias. Não, não é algo como "Chinese Democracy", do Guns'n'Roses; o projeto está quase pronto, mas, por falta de alguns ajustes, tem demorado mais que o esperado. No últimos meses, por sua vez, depois de encontros entre seus colaboradores, surgiu um outro espaço interessante para os que pretendem saber um pouco mais sobre o Rock'n'Roll do RN: o RN Rock. Mesmo com alguns problemas no percurso - como conflitos eventuais desnecessários e outras besteiras - o site ( http://www.rnrock.com.br) vem ganhando fôlego (prova disso foi a cobertura do Mada 2006). Estou colaborando, juntamente com Kênia e tantos outros amigos, para que a coisa deslanche e mais uma frente de reflexão sobre a produção local surja. Ave Cinemargh!Não só disso vive Natal, meus caros. Tivemos a "benção" do Cinemark. Sim, agora temos cinema. Os filmes são, em sua maioria, mais do mesmo, mas, sim, temos salas de cinema bacanas. A amargura quanto aos filmes exibidos é justificada. Como muitos, esperava mais ousadia. Disse isso em uma coluna recente no Diário de Natal. "Ousar exibir outros filmes": falta isso aos complexos locais. Para muitos, o público não estaria preparado para filmes que fujam ao hermético formato hollywoodiano. Usando a língua de Shakespeare: "bullshit". Apostar em outros segmentos cinematográficos e filmes menos fáceis poderia contribuir para aproximar um outro público; mais exigente, é verdade, mas que está interessado em gastar para ter, em uma sala de cinema, uma experiência da qual possa se orgulhar. Dedicar uma sala à exibição de filmes de arte ou coisa que o valha, modificando um pouco o panorama atual, significaria, esta é uma opinião, apostar em algo além, garantindo assim uma fatia de um público que anda ausente das salas. Cinemark e Moviecom, com seus olhares equivocados, terminam abrindo mão de um bom dinheiro. Ambos os complexos, pelo menos aqui em Natal, pecam pela avidez. Espero, como esperei por mudanças, que os burros de ambos não parem na água. Seria engraçado ver algo desse tipo. |
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| Alexandre[14:36]
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