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29 Setembro 2005
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Bem, chegamos até aqui. No início, confesso agora, fiquei apreensivo com a idéia: a mulher que gostava, ali, junto a mim. No fim, tudo certo. Você tem sido a pessoa que melhor me entende - e, veja, isso é díficil. Não são raras as vezes em que nos desentendemos sobre qualquer coisa - relacionamentos funcionam assim, o resto é cascata.
No fim, tenho fissura por tudo em você - e adoro até seus defeitos. Mesmo quando torra minha paciência, você é aquela com quem melhor me identifico. Vivemos estes últimos três anos juntos ? não tão "juntos" assim, mas "grudados" (compartilhando tudo, até os maus momentos).
Quando começamos, pensei que seriam alguns meses. Para minha surpresa (e alegria), chegamos aos três anos. O futuro? Dane-se o futuro, quero o presente e este, com você, tem sido recompensador.
Pode parecer piegas - para muitos, o amor é piegas -, mas amo essa mulher. Quem sabe mais três anos? Uma vida inteira? Quem sabe? Sei que, até agora, nunca fui tão feliz.

Te amo, Kênia Castro.

Feliz três anos...

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Alexandre[22:21]

16 Setembro 2005
Originals de primeira...


Já leram The Originals? Não? Você não tem idéia o que está perdendo. Simplesmente é a HQ com mais sacadas por quadro do momento. A história é fruto do genial Dave Gibbons. Segundo o próprio, inspirado nos Mods e Rockers ingleses, ele criou uma aventura retrô-futurista que prende a atenção do leitor e só a liberta terminado o último quadrinho.
The Originals conta a história de dois jovens, Lel e Bok, que, fãs dos Originals, querem ter um lugar dentro da gangue. Como os demais integrantes, os dois detestam os Dirts - a gangue rival. Não é só o tesão de fazer parte dos Originals que seduz Lel e Bok, mas a forma como eles vestem-se, o estilo de suas vidas, a música, as drogas e tudo mais. Depois de várias incursões, os dois passam a fazer parte do dia-a-dia de seus ídolos.
Mas, a partir daí, uma reviravolta faz com que, pelo menos para Lel, os Originals percam toda a graça e, levar uma vingança às últimas conseqüências é a única coisa a importar.
É possível que, ao ler The Originals, pelo menos uma centena de referências à cultura pop venham à cabeça; não se preocupe: é intencional. Dave Gibbons nos brinda com um conto moderno; que nos faz salivar de tanta excitação.
Vale lembrar que Gibbons - juntamente com o não menos genial Alan Moore - é uma das metades criadoras daquela que é considerada a mais revolucionária história em quadrinhos de todos os tempos - aquela que redefiniu a maneira de fazer e compreender HQs: Watchmen. No seu lugar sairia correndo à banca mais próxima para comprar esta belezoca.
Afinal, "não há nada mais excitante que ser um Original". Esteja dentro também.
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Alexandre[19:00]

03 Setembro 2005
Lou Reed....
Lou Reed

Vamos lá. Sempre quis este disco. Não por ser o melhor trabalho de Lou Reed - considero Transformer, o disco seguinte, muito melhor -, mas por possuir uma crueza sem igual. Visceral, este é o termo. Acho que somente em Rock'n'Roll Animal o cara conseguiu tanta energia. O disco é pendular; oscila entre o mais teatral lirismo e a latência rocker.
O primeiro disco de Lou Reed, há muito fora de catálogo, ganhou uma edição bacaninha faz alguns anos. Flertei durante muito tempo com ele. Fiquei interessado devido a uma faixa em especial: Ride Into The Sun. Conhecia versões e a canção original (uma espécie de outtake de Loaded) não era suficientemente rocker como imaginava. Não como a versão do Luna, por exemplo.
Lembro de ter tido longas conversas com Marcelo (Velvet Discos) sobre a qualidade deste álbum. Não dava muito por ele, confesso. Afirmo, por sua vez, que, depois de escutá-lo de verdade, formei uma opinião.
Reed foi esperto: empregou algumas canções do último disco dele com o Velvet Underground (antes de decretar o fim da banda), rearrangou-as e soltou a bomba. I Can't Stand It está impecável na abertura do disco e todas as faixas seguintes demonstram, apesar da aparente irregularidade (e de algumas decaídas) que Lou Reed é um dos primeiros álbuns de estréia já feitos.
Não preciso falar de músicas como Berlin, Ocean ou Walk And Talk It. Na verdade, pouco dá pra falar ou quantificar sobre o trabalho. No seu lugar procurei me aproximar desta maravilha. Faça o mesmo e, garanto, não se arrependerá.
Lou Reed é um disco pra sempre.
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Alexandre[00:49]