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24 Junho 2005
Não toque no meu Rock'n'Roll


O primeiro disco dos insanos d'Os Bonnies é, na melhor definição, pura nitroglicerina; energia Rock'n'Roll descendo ladeira abaixo. Não é improvável que o disco venha a ganhar o status de melhor do gênero nos últimos dois anos - pelo menos, em nossa região.
Em disco a banda conseguiu capturar a energia que faz a alegria de seus admiradores: não dá pra conter aquela vontade de se jogar contra a parede, tamanho vigor dos caras. Produzido pelo selo Mudernage, o disco é uma tosqueira só - não que isso seja um problema, pelo contrário: atribui maior sinceridade ao trabalho. Contando com a ajuda dos fiéis escudeiros Vlamir Cruz (Mr. Mudernage), Joab Quental e Paolo Bruno (ambos do Bugs), Os Bonnies conseguiram "parir" um rebento de primeira.
O quarteto apresenta suas composições que tratam, basicamente, de relacionamentos - sem frescura, é claro. Não toque Na Minha Bêibe, faixa que abre o disco, é insana de tão grudenta: pega você pelo hipotálamo e não te solta mais; Cinema, quarta do disco, poderia ter saído de um disco do Eddie Cochran - uma das influências, acredito, dos caras. Minha favorita, Quero te Ver, é rocker até o talo.
A banda formada por Artur Ricardo (Guitarra, Voz), Thiago Araújo (Guitarra, Voz), Olavo Luiz (Baixo e Voz) e Rafael Barros (Bateria) não deixa a peteca bater no chão.
Pode comprar o seu: diversão garantida.
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Alexandre[18:37]

06 Junho 2005
Psycho Killer


"A resposta é óbvia: o amor está a caminho". Frase piegas, não? Pois bem, esta e outras tantas sacadas integram uma preciosidade chamada Talking Heads: 77, álbum de estréia desta que é, senão a principal, uma das mais inspiradas daquilo que convenciona-se definir como pós-punk. Não é difícil afirmar que Mr. David Byrne e trupe estabeleceram a matriz sonora que seria seguida por muitos músicos durante toda a década de 80 e, pasmem, nas seguintes. Onde você acha que Franz Ferdinand e Bloc Party beberam?
O disco abre muito bem com Uh-Oh, Love Comes To Town e, "hit" após "hit" pega você de assalto. Para mim, foi uma surpresa - já que destestava muito a obra de David Byrne - saber que ele fora o autor de canções tão inspiradas. Posso falar que, particularmente, sempre que podia torcia o nariz para o trabalho de Byrne em qualquer época; venho mordendo minha língua desde que comprei este disco.
Dentre as canções do disco, Tentative Decisions tem sido aquela que simplesmente grudou em meu hipotálamo; a música mais assobiável que já tive a minha frente. Happy Day é outro belo achado deste tour de force de estréia. Minha favorita, claro, é Psycho Killer: um anti-hit em todos os sentidos.
Sem dúvida este é um disco indispensável para uma discoteca básica que se preze.
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Alexandre[22:02]