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| 23 Abril 2004 |
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| Mais um texto da lista que falei ontem |
Ontem falei de uma lista de poesia estranha na qual fui incluído. Pois bem, olha a pérola que recebi. Dilema palestinoAntes de foder o mundo, Saiba, cara Hannah: Amo seu pai |
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| Alexandre[08:21]
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| 22 Abril 2004 |
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| Um pouco de poesia esquisita |
Olhem o que recebi por e-mail. Uma lista esquisita de poesia inseriu meu e-mail e recebi isto. Me pareceu interessante. AACanto a você, alma adultera. Que polui meus dias e traz tanto ardor.
mal diga sua condição sinta o clamor dos dias
Alma pouco comum não espera nada nem ninguém.
Flerta com tantos, deve a tão poucos. Poupa segundos.
Venero a cólera. Cultuo. Antes, prometo: Hei de enervar.
Guarde dias e noites Alma Adultera; minhas ameaças hão de te trazer o nada.
Findando os teus dias. |
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| Alexandre[21:59]
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| 21 Abril 2004 |
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| MADA 2004 |
Algumas notícias sobre o Festival Música Alimento da Alma deste ano. - A mais importante é a vinda dos nova-iorquinos do The Walkmen, que estarão apresentando no festival as músicas de seu mais recente trabalho - Bows And Arrows - e mostrando porque são uma das mais interessantes crias do Rock'n'Roll dos últimos três anos. - A quem interessar possa, o melhor disco do The Walkmen é Who Pretended to Like Me Now is Gone, de 2002. O flerte com Lou Reed e muita rapaziada boa - Joy Division, dentre outros - soa muito interessante. Uma pena, no entanto, saber que os caras são praticamente incógnitos por aqui. - Foi com um pé atrás que recebi a notícia de que pelo menos duas bandas do selo Do Sol (aquele que, se você juntar as particulas, formam o nome de um veneno), Allface (Bleargh!) e Uskaravelho (acho o som dos caras um tanto insosso e datado), foram escalados para o festival. Em um estado que tem tão bons nomes musicais, acho uma considerável perda de tempo (e neurônios) privilegiar bandas que até agora não conseguiram mostrar nada de novo. Paciência. - Ao menos um bom nome local, The Automatics, vai tocar no evento. Parabéns pros caras que têm mostrado ser possível fazer algo de futuro na cena local, sem precisar mendigar a ajuda governamental. - A lista completa será divulgada na quinta-feira, mas já soube que teremos "perolas" como Lulu Santos (poupem-me), Rappa (pela milionésima vez no Mada), Sepultura (banda em fim de carreira é ruim pra caralho) e o "deus do tê-tê-tê-tê-rê-tê" Jorge Ben Jor. Ele será, junto com The Walkmen, a salvação deste ano. - No mais, é isso. Mando outras informações ao longo da semana. |
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| Alexandre[18:59]
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| As doces coisas da vida |
- Enquanto um bando de imbecis - americanos, em sua maioria - discute se o Brasil é capaz ou não de produzir combustível para armas nucleares, os jornais afirmam nesta semana que o Estado de Israel (aquele que gosta de fazer com os palestinos aquilo que Hitler praticou contra eles) possui um dos maiores, mais modernos e letais arsenais nucleares do planeta. - Gostaria que algum sionista filho da puta viesse agora defender um estado marginal, que produz armas proibidas e posa de defensor da paz mundial. Chegará o tempo em que o Estado de Israel aprenderá a entoar o coro: Shalom, Israel Ubber Alles! - A cada dia tenho maior aversão à parcela judaica que, como usando "viseira de cavalo", compactua com a farsa e a postura criminosa dos governantes daquele país ilegal e pontuado por assassinos seriais munidos pelo Torá. - No final, certo mesmo está Edgar Morin, por opor-se às mentiras destes senhores da guerra travestidos de pobres e indefesas criaturas. |
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| Alexandre[18:45]
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| 18 Abril 2004 |
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| Do Assassinato como uma das Belas Artes |
O título pedi emprestado a Thomas De Quincey, mas a inspiração veio dos recentes esforços norte-americanos e israelenses para destroçar a resistência palestina contra o "estupro" moral que é cotidiana e sistematicamente praticada pelo Estado de Israel. De Quincey, quando escreveu este tratado irônico sobre a sociedade vitoriana, tinha em mente um grupo de aristocratas que se reunia semanalmente para relatar os crimes que cometeram e comentá-los, como que vai a uma exposição e deleita-se com um quadro, fotografia ou coisa que o valha. O que pretendo colocar é que, próximo do raciocínio de De Quincey, o que observamos em dias atuais são dois estados-vilões que, pretendendo seu próprios e mesquinhos interesses, ameaçam, ajuizam e executam cidadãos ou mesmo estados ideologicamente opositores, sem que a opinião pública mundial sequer os repreenda. O assassinato de dois dos líderes do Hamas comprova que os EUA e Israel costumam reunir-se - como quem toma chá com torradas, às 17h, em uma pracinha - para apreciar o que ambos têm feito em prol de suas nações: este mata seletivamente os que se opõem a sua noção prostituida de estado, aquele, por sua vez, ocupa, violenta e estupidamente, uma nação embasado por uma mentira e obriga os demais países a aceitar suas inverdades como se estas fossem tão realistas quanto a existência do sol e da lua. Isto, no entanto, não é o que mais me impressiona. Na verdade, estou pasmo há muito pelo simples fato de que nós, população mundial, somos obrigados a aguardar qual será o próximo da lista, sem que nada seja feito para impedir a "pena capital via-canetada". Somos os passivos expectadores de notícias e acontecimentos que deveriam nos incitar à reação. Somos os expectadores destes artistas do assassínio estatal: imbecis que admiram, mas incapazes de se indignar com os tapas recebidos no rosto, aprovam o movimento fictício de um Estado "em prol da segurança de outrem ". Pobres e imbecis... |
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| Alexandre[11:38]
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| 11 Abril 2004 |
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| Beatles e JayZ arrasando quarteirões |
The Grey Album Danger MouseLembro de ter lido algo na Folha de São Paulo: um DJ norte-americano havia criado uma confusão dos diabos após mixar o Black Album, de JayZ (último trabalho do homem) e o "sagrado" Álbum Branco dos Beatles. De início, pensei em sacrilégio. Apenas de início, no entanto. The Grey Album, do DJ Danger Mouse, é, na menor das análises, um clássico absoluto no gênero crossover e, desde já, um disco para "os que entendem do riscado". Para aqueles que me conhecem, não soa nada forçado dizer isto: considero o hip-hop um estilo musical difícil de descer; oscilante entre o relevante e o inteiramente descartável. Salvo algumas raras exceções, tudo é muito chato no universo rapper. Por sua vez, uma mais vez a genialidade de alguns oferece o contraponto. Desde que gravei uma cópia de The Grey Album, não consigo deixar o maxilar grudado: ele simplesmente despenca ao ouvir o que Danger Mouse fez com este trabalho. É impressionante ouvir o trabalho deste pervertido DJ americano: What More Can I Say, de JayZ, combinada com While My Guitar Gently Weeps, dos Beatles, é arrebatadora. Não preciso dizer muito quanto à combinação 99 Problems (Jay Z) com Helter Skelter (Beatles): matadora. Se você tiver uma conexão à Internet, não perca tempo: copie este disco. Não bastasse o fato dele ser um rebento musical de primeira grandeza, The Grey Album ainda causou estragos quanto à questão dos direitos autorais nos EUA. Sensacional. Um discaço de primeira. Baixe-o Já. DestaquesPublic Service Announcement What More Can I Say Encore December 4th 99 Problems Dirt Off Your Shoulder Moment of Clarity Change Clothes Allure Justify My Thug Interlude My 1st Song |
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| Alexandre[17:12]
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| 10 Abril 2004 |
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| Para quem sabe tudo sobre POP | Weezer (Álbum Azul) - Weezer |
Weezer (Blue Album)Este sempre foi um dos meus objetos de desejo musical. O primeiro disco do Weezer é imbatível em seu gênero: canções pop perfeitas; músicas capazes de fazer com que o seu pé não pare até que a última faixa do disco seja tocada. Mas, o que mais chama a atenção neste primeiro disco é justamente a sua completa despretensão: aparentemente Rivers Cuomo (vocal e guitarra) & cia. embriagaram-se com o que a música pop melhor produziu ao final da década de 80 e início de 90. Este primeiro disco do Weezer, apelidado de "disco azul", é o que podemos chamar de "manual de bolso"; um disco que te dá o caminho das pedras para criar um disco capaz de te tomar qualquer um de assalto ou de capturar a atenção do ouvinte de um modo definitivo. O que dizer de My Name is Jonas, que abre o disco, Undone - The Sweater Songou a clássica Buddy Holly - para ficarmos em algumas das mais expressivas do disco (para não dizer clássicas). Weezer é isso: um disco pop perfeito. Rock'n'roll da melhor qualidade e com uma atitude impressionante. Para minha alegria (ou tristeza, pois o bicho é muito caro), a exemplo do que aconteceu com o primeiro disco do Velvet Underground, este disco ganhou uma edição de luxo lá fora. Não bastasse ser tão sensacional, os caras decidiram incluir os "B Sides", "Outakes" e faixas ao vivo. Espero, dentro em breve, poder comprá-lo. DestaquesMy Name Is Jonas Undone - The Sweater Song Buddy Holly Say It Ain't So |
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| Alexandre[00:16]
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| 05 Abril 2004 |
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| Clássico Imediato | More Senseless - The Automatics |
Misture Teenage Fanclub, Ride, Jesus And Mary Chain, New Order e outras bandas boas. Produza um albúm com trinta e três faixas dividido em três discos. Sem perder o espírito dos independentes, faça tudo isso tirando a grana de seu próprio bolso. Impossível? Muito pelo contrário: genial. Este é apenas um resumo do que o grupo potiguar The Automatics teve que fazer para nos brindar com o bacana More Senseless. O segundo disco do grupo pelo selo Solaris - que, segundo algumas informações, faz seu canto do cisne - pode parecer delírio grandiloqüente, mas, contrariando esta equivocada expectativa, More Senseless é uma das mais belas crias da música potiguar de todos os tempos. Particularmente, apesar de bom, não fui muito com a cara do primeiro disco (o tal semi-elétrico). Não gostei muito da sonoridade mezzo elétrico, mezzo acústico, mas não é de todo ruim. Já os dois discos seguintes (elétrico e elétrico-electro), são uma prova de que a boa música há de vencer: vigoroso, sensível e, em muitos casos, absurdamente alto, os dois últimos discos de More Senseless são muito bons. Alguns torcerão os narizes para o fato dos discos serem cantados em inglês e não na língua tupiniquim: dedo em riste para estes tolos mortais. More Senseless é, sem muito esforço, a prova de que é possível fazer música de qualidade em terras potiguares (e satisfazer nossas próprias pretensões musicais) abdicando dos auspícios das leis de incentivo à cultura - prática muito comum por estas plagas. Você tem alguma dúvida de que More Senseless é, desde já, o clássico absoluto do rock potiguar? Eu não tenho nenhuma. |
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| Alexandre[13:34]
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| R.e.f.o.r.m.u.l.a.n.d.o |
Como os afeitos poderão perceber, depois de algum tempo decidi dar uma cara nova ao bicho. Não fiz isto antes por pura falta de tempo. Claro que contei com a ajuda de meu amor (Kênia) para reformular o troço todo. Na verdade, todo o layout já vinha sendo trabalhado há alguns dias - faltando apenas alguns retoques no desenho final. No mais é isto: aos amigos e freqüentadores habituais deste "cantinho", qualquer reclamação sobre o bicho poderá ser encaminhada por meio dos comentários. PS: Aristeu, mande-me comentários sobre a "sessão vip" para Kill Bill - Volume I. Estou puto por saber que esta porra somente estreará por estas plagas em meados de abril (se estrear). |
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| Alexandre[13:16]
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| 03 Abril 2004 |
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| M.A.D.A |
Pois bem, no melhor estilo boatos de última hora, está rolando umas conversas interessantes sobre as atrações que estão sendo preparadas para o Mada 2004. De início, foram confirmados os nomes do Sepultura e do Rappa. Quanto ao primeiro, não tenho nada contra: gosto até de algumas coisas do Sepultura - até de algumas após a saída do Max Cavalera (Soulfly). Agora, trazer pela enésima vez O Rappa a Natal é foda. A banda já tocou, se não me falha a memória, em pelo menos três edições do festival - esta seria a quarta. Se um festival se propõe a apresentar novas possibilidades musicais - pelo menos, é o que se lê nas entrelinhas e no discurso da organização -deveria ao menos diversificar o "alimento" para as almas mortais. Não gostei desta escolha. Além das duas, correm boatos de que teremos Marcelo D2 (pelo amor de deus, espero - improvável - que ele não cante aquela música na qual o filho dele também participa), Patife, B. Negão e, no fechamento do festival - parece que a coisa ainda está sendo acertada -, a estrela internacional........ Jimmy Cliff (bleargh!) Este é o boato que corre em boca pequena por aí: o reggae man (bleargh!) Jimmy Cliff encerrará a edição 2004 do MADA. Se você, como eu, torceu o nariz para esta notícia, não se preocupe: você é normal. Para uma cidade com promotores de eventos que adoram nos brindar com o supra-sumo da decadência musical pop-xarope - vide os "sensacionais" shows de Mick Taylor, Information Society e Double You, para ficar em alguns - não me admira que tenhamos agora o "sensacional" Jimmy Cliff. O que me irrita é que com a grana que está sendo empregada para trazer esta "maravilhosa" atração, seria possível brindar os ouvidos de nossa população com, digamos, sonoridades mais interessantes. Vá entender. O show do cara não está confirmado ainda, mas adianto: se fosse você ficaria em casa. |
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| Alexandre[12:39]
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Acho que este blog, no final das contas, vai acabar sendo atualizado semanalmente. Na verdade, devido a alguns atropelos e uma latente má administração de meu tempo, tenho tido alguns problemas para atualizá-lo. Normal. Nunca levei muito a sério este lance. Na verdade, como o próprio blog explica, este é um espaço para que possa escrever, sem limitações, o que penso sobre determinadas coisas. No mais, é isso. |
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| Alexandre[12:26]
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